Descubra como fazer o vinagrete da Julia Child! Testei a receita base e duas variações incríveis para dar um toque sofisticado e refrescante às suas saladas.
O que é o vinagrete francês tradicional (e por que ele não leva tomate)
O verão é naturalmente quente, mas em 2026 o calor tomou outra proporção. Foram semanas de calor intenso e, na cozinha, a vontade de fazer pratos quentes era praticamente nula. A solução foi fazer pratos frios e saladas, e para acompanhar as saladas resolvi testar o vinagrete da Julia Child.
A ideia que temos de vinagrete no Brasil é aquele acompanhamento de churrasco ou pratos fritos. Mas não foi esse vinagrete que testei. O vinagrete da Julia é um molho clássico da culinária francesa, sem tomate, sem pimentão.
A receita de vinagrete da Julia Child e as variações que testei
A receita, que se encontra no livro “A arte culinária de Julia Child: técnicas e receitas essenciais de uma vida dedicada à cozinha”, é de um molho básico, mas que pode ter diversas variações. No vídeo para o canal do YouTube, eu testei a receita básica e mais duas variações: a de ervas frescas, e a de queijo.
Essa receita é o caminho para ter uma emulsão perfeita que muda completamente o sabor de qualquer folha. É um molho leve, refrescante e muito sofisticado. E o melhor é que se guardado em um pote hermético pode ficar na geladeira por alguns dias. É uma alternativa àqueles molhos prontos, todos com o mesmo sabor.
Ingredientes e modo de preparo do vinagrete caseiro
Precisei de poucos ingredientes para testar a receita, mas foi imprescindível usar ingredientes de alta qualidade.
Ingredientes que usei no teste
- 1/2 colher de sopa (4g) de cebola picada
- 1/2 colher de sopa (10g) de mostarda de Dijon
- 1/4 de colher de chá de sal
- 1/2 colher de sopa (7ml) de suco de limão
- 1/2 colher de sopa (7ml) de vinagre de vinho branco
- 1/2 xícara de chá (120ml) de azeite de oliva extravirgem
- Pimenta do reino a gosto
Modo de preparo do vinagrete básico
A Julia instrui que todos os ingredientes podem ser batidos juntos em um pote de vidro bem tampado. Eu preferi misturá-los individualmente.
- Misturei a cebola, a mostarda e o sal até formar uma pasta.
- Adicionei o suco de limão e o vinagre e bati com um garfo.

- Adicionei o azeite aos poucos, mexendo até emulsionar a mistura.

- Coloquei pimenta do reino a gosto.

As variações do vinagrete básico
Para a versão com ervas frescas usei cebolinha, salsinha e manjericão. Como já diz o nome da variação, usei a versão fresca destas ervas. Piquei todas as folhas e juntei ao vinagrete básico. O sabor muito refrescante destas ervas junto ao vinagrete foi o acompanhamento perfeito para uma bruschetta de tomates.

Já para a versão com queijo usei um tipo de queijo diferente do que é indicado no livro. A Julia indica o queijo roquefort, que é um queijo francês. Além de ser mais difícil de encontrar, se você encontrar o preço dele vai ser bem elevado, então optei pelo gorgonzola, que é de origem italiana e é mais difundido no Brasil, e é mais barato. Esmigalhei o queijo e o adicionei ao vinagrete básico. Usei esse molho para colocar por cima de uma salada de folhas verdes com nozes. Ficou uma delícia!

Outras variações de molho vinagrete para testar
Outras variações indicadas no livro são a do vinagrete com alho, vinagrete com casca de limão, e um molho agridoce. Pretendo ainda testar estas versões.
Conclusão: o vinagrete da Julia Child vale a pena?
Substituir os molhos industrializados por essa base clássica foi uma das melhores decisões para enfrentar os dias quentes. A técnica de emulsão da Julia Child realmente transforma ingredientes simples em um molho aveludado, leve e que abraça as folhas, sem deixar aquela poça de óleo no fundo do prato. Se você quer elevar o nível das suas saladas ou impressionar em uma entrada com a bruschetta, esse teste provou que o clássico nunca falha.
Se quiser ver a textura exata e o passo a passo de como fiz cada emulsão, o vídeo completo já está lá no canal!
E você?
Já conhecia essa versão francesa de vinagrete sem tomate e pimentão? Qual das variações — ervas ou gorgonzola — te deu mais água na boca?
Deixe seu comentário aqui embaixo e me conte se você também vai testar essa emulsão na sua cozinha!